POETA, ESCRITOR, CANTOR, BIOGRAFO

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

CULTURALIZANDO NO POVOADO DO PAIAIÁ


A BIBLIOTECA DO PAIAIÁ ABRE AS PORTAS PARA A II FEIRA LITERÁRIA DO POVOADO MAIS CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA. 


"O sertão tem tanta história, que até dá uma história pra contar"
Carlos Silva


Foi marcada por grandes eventos artísticos literários, que fizeram o povoado do Paiaiá, se agigantar para receber tantos professores, tantos alunos, poetas, artistas plásticos, escritores, cordelistas, expositores, Indios Kiriris, circo, performances, dança, teatro, roda de conversas com temas riquissimos de grande esclarecimento, numa discussão construtiva da cultura, do fazer cultural, do envolvimento, pertencimento, valorização humana com representantes de faculdades daqui e de outros estados.
O mundo estava presente na II Feira Internacional.

No exercicio da cantoria e do verso (Ao que chamamos de Canto Falado)


Nossos amigos e irmãos de artes da Biblioteca Marechal Rondon de Olindina - BA.

Minha querida amiga GUERREIRA sambadeira e também nossa presidenta do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, Pan Batista, prestigiando a II FEIRA LITERÁRIA DO PAIAIÁ e visitando o nosso stand do Projeto Leve Livros.

terça-feira, 20 de agosto de 2019










PARCEIROS DO PROJETO LEVE LIVROS

BREVE RELEASE


Carlos Silva

No dia que minhas lágrimas perceberem que eu também sei sorrir, haverá festa em meus olhos.


Carlos Silva​

Paulistano, criado no sertão da Bahia, Cantor, compositor, cordelista e escritor, e Mestre de culturas populares, que desde criança, teve as suas melhores influências calcadas ainda no berço da nossa musica de raiz, onde através de repentistas, emboladores e artistas circenses de meio de feira se descobriu na musica.
Amante da música regional brasileira, Carlos Silva se destaca, compondo canções que fala da nossa identidade socio politica e cultural, valorizando a nossa gente e a nossa terra. Na atualidade, o poeta cantador segue compondo e levando sua marca singular a pontos dominantes da cantoria.
Recentemente, lançou um cd onde faz homenagem ao cantor paraibano  Zé Ramalho. Sua primeira música de trabalho foi ESTRANGEIRISMO, onde brinca com as palavras inglesas de uma maneira que faz com que o publico perceba o exagero do uso desta lingua em nosso país.

Além das apresentações musicais, Carlos tem um trabalho rico em cordéis, com vários títulos lançados, e  mais algumas dezenas para lançar.



Projeto Leve Livros

“Nem toda leitura, TEM QUE SER COMPRADA, SENÃO, AFASTAREMOS AINDA MAIS,  OS LEITORES EM POTENCIAL”. Carlos Silva. Doe livros.


“O LIVRO LIBERTA”
Amparado na repetição desse slogan pelas praças e ruas de diferentes regiões, O PROJETO LEVE LIVROSincentiva o conhecer e a valorização da leitura, interagindo com uma realidade literária que “invadiu” os sertões para fazer literatura.

DOEM LIVROS, AO PROJETO LEVE LIVROS.
 O que é o projeto Leve Livros?É um projeto que arrecada e distribui livros gratuitamente para incentivar a leitura, entre crianças, jovens e adultos.
 Onde, como e porque surgiu e qual a data da primeira edição?Na cidade de Cipó – BA, expondo livros num banco de jardim da praça principal tendo sua primeira edição no dia 20 de maio de 2018, das 9:00 as 12:00 da manhã.
 Qual a responsabilidade social do projeto?
Incentivar a leitura, dando oportunidades para as pessoas adquirirem livros de ótima qualidade literária, sem ser obrigado pagar por esse serviço ofertado. Quais as cidades que já foram atendidas pelo projeto?Alagoinhas Aporá, Araci, (Barrocão, em Rib.do Pombal) Biritinga, Camaçari, Cipó, Delmiro Gouveia (AL) Entre Rios, Esplanada, Fátima, Inhambupe, Mata de São João, Nova Soure, Olindina, Paripiranga Piranhas (AL) Poço Redondo (Se), Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Salvador, Sátiro Dias,
 Quantas pessoas estão envolvidas na ideia do Projeto?O poeta Carlos Silva, é o idealizador do projeto e conta com apoio de doadores para manutenção dos trabalhos.
 Quais os principais doadores dos livros?A fundação Pedro Calmon, em Salvador, Biblioteca do Paiaiá, (em Nova Soure) o Sistema Nacional de bibliotecas Públicas de: São Paulo, Sistema de Bibliotecas Publicas de Fortaleza e Santa Catarina e o Instituto academia do Dr. Augusto Cury, além de poetas, professores, admiradores do projeto que sempre despacham pelos correios e por uma empresa de ônibus que traz os livros de São Paulo até a Bahia.
 O Projeto conta com parcerias?
Temos a FAEC (Faculdade Euclides da Cunha), a distribuidora de produtos para panificações JB Distribuidora da cidade de Ribeira do Pombal, BA, a empresa de Transporte e turismo Moacir Tur, e a SF- Sementes e rações, que contribuem para confecção de banners, camisetas. Qual a faixa etária (ou o perfil de visitantes) e quais os livros expostos para apreciação e doações.
Apesar da deficiência em conseguir doadores de revistinhas de pintar, gibis e outras leituras próprias para crianças, sempre atendemos (com o que temos) para não deixa-las sem receber um desses livros. Estudantes, do ensino médio e superior, artistas plásticos, arquitetos, professores, profissionais liberais, pois sempre existe um desses títulos que contemplam esse público. O Projeto tem patrocínio de custeio, ou incentivo?Não recebemos apoio de nenhum órgão governamental, mas (Quando foi necessário) pedimos colaboração (de Amigos e simpatizantes ao projeto) para conserto do carro e muitos se solidarizaram com o pedido e conseguimos arrecadar a quantia para pagamento do conserto, e 35 dias depois, conseguimos colocar o projeto de volta. Vale ressaltar, que as despesas com combustíveis, hospedagens e alimentações, são bancadas por mim mesmo. Vale ressaltar que sem um projeto de apoio, ficará inviável a continuidade dessa (Tão grandiosa) ação literária.
 Qual o plano de mídia utilizado para divulgação?Redes sociais, pois na imprensa escrita, falada ou televisada, não tenho acesso, apesar de ter insistido em algumas emissoras através do envio de e-mails, explanando o projeto e a sua importância.
 Quantos livros (aproximadamente) o projeto já distribuiu?Cerca de 2.400 livros, tendo uma lista de presença de publico de mais de 2.600 nomes.


Endereço da sede principal do projeto Leve Livros?
4ª Travessa da rua 5 de Agosto
Nº 15 Bairro Centro
Cidade: Cipó
Cep: 48.450-000


Responsável pelo projeto:
Carlos Silva  - poeta, cantor, compositor, escritor e Mestre de Culturas populares, Ex.Conselheiro Estadual de Cultura da Bahia.
Contatos:
E-mail cscantador@gmail.com
Tel (75) 99838 -5777
Nossa pagina está no face book: projetolevelivros

TRAJETÓRIA DE UM CANTADOR E O PROJETO LEVE LIVROS














Aguas thermaes do Sipó

Busca daqui, dali, um amigo meu (Pedro Juarez) da cidade de Araci conseguiu pra mim esse escrito. Pela grafia, entende-se de um passado bem remoto, onde estou apurando maiores detalhes sobre a mesma.

Se voce tem algo que colabore com a história de Cipó, informe, mande relatos, fotos, curiosidades, citando fontes, para que eu possa estar repassando aos nossos amigos através desse blog.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

No alto da pedra grande

Nas noites de luar, onde a lua beija a terra se enfeitando de estrelas, aproveitando nossas férias, íamos à cidade de Caldas de Cipó. O ponto mais sublime e inesquecível daqueles tempos, eram as lindas historias que  Vovó contava.
Eram historias bonitas, coisas pra deixar a gente feliz e nos fazer sonhar numa mágica viagem pela nossa imaginação, seguindo o som da sua voz, e as expressões tão lindas do seu doce e tão puro olhar.

Sorrindo, olhava com todo carinho e excesso de zelo para cada um de nós, que nos assentavamos ao seu lado com a grande expectativa para ouvir as suas doces narrativas.

Prontos? (Acenavamos com a cabeça afirmando que sim).
Então, vamos começar. Todos fiquem em silêncio para ouvir.

Ela dizia:
No alto da pedra, tem uma moringa encantada, onde a bela sereia sai do rio e toma a forma de uma linda mulher. Toda noite, ela entoando um canto lindo e suave, vem beber água, dessa mesma moringa, em busca do seu amado encantado.

Na pedra grande, até o vento é melodia, é sopro de brisa que fala na noite, e ecoa nas águas do caudaloso rio Itapicuru, que desce dançando ao ouvi-la cantar.
O seu canto, é uma tentativa de atrair o seu amado que nunca vem.
Ela senta na pedra olha pra lua que ilumina seu rosto e que a faz mais bonita ainda.
Ninguém pode vê-la, somente se ela permitir.

O canto da sereia se ouve daqui ate O buri, passa pela praia verde, visita o São Caetano e desce rumo a Caldas do jorro, seguindo outras águas por baixo do chão procurando o rumo do mar.

Os moradores de Mãe D'agua, vivem sonhando em ter sua cidade tão bonita outra vez, que chegam ate dizer (arrodeados na Praça que repousa as lembranças dos lindos tempos passados):

OH linda sereia, Quem dera se o seu canto, invadisse o Grand hotel, passasse pelo Radium, e visitasse nosso teatro e pudesse ver de novo o presidente Getúlio Vargas passeando pelas lindas calçadas da minha cidade.
Mas a sereia, após cantar seu canto tão bonito e tao carregado de tristeza, não ouve suas vozes nem suas preces lamentosas.
Então, ela desce da pedra caminha  até o rio, entra nas águas, retoma sua forma de sereia, e desliza pro fundo do rio, de onde por um bom tempo, ainda ouvimos o seu solitário cantar.

CALDAS DE CIPÓ


Um caçador, um cipoal, uma fonte em ebulição no meio da mata, era o anuncio de um novo renascer de progresso nesses sertões guardados por lendas tantas. E assim, eis que surge a Mãe D’agua que hoje a conhecemos como Cipó, mas que em seus registros, chegou a ser utilizado o nome Caldas de Cipó e Caldas do Cipó. Todavia, essa parte deixarei para os historiadores com suas tecnicidades e levantamentos de seus topônimos, que a mim, nesse momento, não me cabe adentrar nessas questões.
A minha narrativa nesse momento, é tão somente para registrar uma das minhas tantas investidas na descoberta da história dessa terra tão receptiva.
Em meio aos escombros fadados ao esquecimento, desprezo e deslealdade administrativa que já se perpetua há tempos, a cidade de Caldas de Cipó, (ou simplesmente Cipó) guarda seus segredos na ânsia de que alguém a redescubra, e lhe dê o afeto que ela merece. Calada quieta e tão solitária nesse seu silencio, espera que os mestres mostrem aos seus alunos e que estes repassem aos seus familiares e a toda sociedade civil e até mesmo ao poder publico, o valor dessas historia que perpetua escondida, mas que sonha ser trazida a tona. São tesouros que retratam essa riqueza que pertence ao povo pela preservação da sua memória quase apagada.
Peregrinando em busca de saberes, garimpando as belezas arquitetônicas da cidade, o destino levou-me ao Balneário. Atravessei o pequeno portão (Mas também dá para pular a mureta vinda pelo rio) que sem proteção ou qualquer tipo de vigilância, que impeça o meu acesso, adentrei. Preocupei-me, pois se uma criança (e menino a gente sabe como é) resolve levado por sua curiosidade explorar aquele local e sofrer algum tipo de acidente, o poder publico será responsabilizado por não ter tomado as precauções de segurança que são exigidas em situações semelhantes.
Passei pela antiga Bilheteria (onde tinha certeza que não haveria ninguém para me cobrar à entrada) rsrsrs e segui adiante.
Passeei os olhos por toda sua extensão, subi e desci lances de escadas comprovando a deplorável situação que se encontra aquela instalação que servira em tempos passados como um espaço de cura.
Do alto, pude admirar as casa de banho, uma arte esquecida por sobre a cobertura das mesmas (10 casinhas) que eram utilizadas para banhos medicinais, dado a composição termal da riqueza das suas águas.
No salão principal, (com espaço onde se vê um palco permanente ali exposto, que deveria ser utilizado para palestras ou até mesmo atividades culturais) notei uns escritos em mármore que faz alusão a uma comissão presidida pelo Cônego José Carneiro e demais membros conforme relacionarei a seguir.
Abaixo desses escritos, tem um espaço como se ali tivesse sido colocada (e isso faz referência na leitura) uma placa de bronze para oficializar essa comissão. Só que infelizmente a placa já não existe mais por ali e o seu paradeiro é ignoto.
 Restaram apenas os dizeres fixados na parede confeccionada em mármore que traz os seguintes dizeres:


Assim entendemos consagrar ad perpetuam rei memoriam, no bronze que é o metal da gloria e da imortalidade o nome do ilustre cirurgião, professor benemérito OLINICO PATRÍCIO, cuja tenacidade e amor das nobres causas deram a Bahia, um moderno sanatório em Caldas do Cipó, elevando ao mesmo tempo a gloria do nosso querido estado”.

Cipó, 23 de julho de 1930.


Presentes a essa comissão, constam os seguintes nomes:
1.     Cônego Jose Carneiro (Presidente da comissão)
2.     Cônego Apio Silva
3.     Dr.Rafael Gordilho
4.     Arthur Lessa
5.     Jose Rodrigues
6.     Juvenal Pinto
7.     Plinio Guerreiro
8.     Amerina Góes
9.     José Sales
10.                       Renato Lisboa
11.                       Fernando Castro
12.                       Aquiles Oliveira
13.                       João Evangelista
14.                       José Nuno
15.                       Dr. Agenor Miranda
16.                       Dr. Vergne de Abreu
17.                       Graciliano Oliveira
18.                       José Honorato
19.                       Luiz Dantas
20.                       Lino da Cruz
21.                       Aloisyo Assis
22.                       Eliseu Nascimento
23.                       Elias Medeiros
24.                       Cassimiro Velloso
25.                       Zeferino Santos
26.                       Petrônio Dantas Fontes

27.                       Flavio Barreto

Mais adiante, falaremos dessa comissão que fora instaurada, e esclareceremos qual a importancia social para a cidade de Cipó, dessas pessoas que aqui estão registradas.


























quinta-feira, 8 de agosto de 2019

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Samba de Roda Daniela Diana Professora licenciada em Letras O samba de roda é um estilo musical popular brasileiro. Trata-se de uma variante do samba com raízes africanas, e que reúne diversas músicas, poesias e danças. Além das tradições trazidas ao Brasil pelos escravos africanos, a história do samba de roda inclui também algumas características musicais de origem portuguesa. SUA ORIGEM: O samba de roda surgiu na Bahia, no século XVII, embora seus primeiros registros datem de 1860. Hoje, ele é patrimônio e herança cultural da cultura afro-brasileira. Esse estilo está intimamente relacionado à roda de capoeira, que envolve música e lutas, e aos orixás, entidades espirituais africanas. Atualmente, essa manifestação artística está presente em todas as partes do Brasil. Na Bahia, é no Recôncavo baiano que esse ritmo é mais popular. Isso porque essa região foi palco da chegada de escravos africanos. Apesar de ser baseado nas tradições africanas, ele também envolve alguns aspectos da cultura portuguesa. Como exemplo, temos o uso de alguns instrumentos, como a viola, e ainda, as letras das músicas, que são cantadas em português. VEJA TAMBÉM: Cultura Material e Imaterial Curiosidades sobre o samba de roda Você sabe como surgiu o samba de roda? Esse tipo de samba brasileiro surgiu de um estilo musical africano, o semba, que foi trazido para o Brasil com a chegada dos escravos angolanos. Outro fato interessante sobre o samba de roda é que em 2003, ele foi incluído no Livro de Registro as Formas de Expressão. Já em 2005, passou a ser Patrimônio Imaterial da Humanidade, tendo sido considerado Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco. Foi então que, em 2013, recebeu a titulação de Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
VEJA TAMBÉM: Danças Folclóricas Características do samba de roda samba de roda Grupo de Samba de Roda Suspiro do Iguape, de Vale do Iguape, Bahia O samba de roda é composto por um grupo de músicos que tocam diversos instrumentos. Destacam-se a viola, o pandeiro, o chocalho, o atabaque, o ganzá, a viola, o reco-reco, o agogô e o berimbau. As pessoas que estão presentes assistindo a apresentação, acompanham a música batendo palmas. instrumentos do samba de roda Alguns instrumentos do samba de roda Esse estilo recebe tal nome pois os músicos formam uma roda e uma pessoa de cada vez dança dentro dela. Assim, todos são convidados a dançar e cantar. Uma das principais características do samba de roda é que, normalmente, são as mulheres que dançam na roda enquanto os homens batem palma, cantam e tocam os instrumentos. dança samba de roda IV Mostra de Samba de Roda de Saubara, na Bahia Essa manifestação geralmente ocorria nas festas tradicionais ou no culto aos orixás. Hoje em dia, ela é comum em qualquer ocasião, simplesmente pela diversão que envolve e proporciona. As variantes do samba de roda são: o samba chula, o samba corrido e a umbigada. Pesquisadores apontam que o samba carioca foi inspirado no samba de roda da Bahia.

terça-feira, 30 de julho de 2019

"Canção de violeiro". Letra de Castro Alves e Música, Carlos Silva

Minha parceria com o poeta Castro Alves; https://www.youtube.com/watch?v=FSKjnAlhBx8

Conselho - Um cover de Carlos Henrique

A TEIMA DE UM VERSADOR"
Já vaguei por entre mundos tão distantes sempre amparado na versagem, no versantilismo, nos versos por entre acordes tão simples do meu violão. Ja despi sonhos, vesti ilusões, dormi em leitos distantes perto das dificuldades encontradas em mostrar o meu dizer cantado. Cancioneiro das coisas do meu país, da fala da minha gente e muitas vezes fui confundido ou até ja cantei para moucos ouvidos que não degustavam o mesmo apetite que eu ao escutar as minhas canções. Ritmos freneticos e longe de ser considerado de musica, ja ouvi e me calei me entalei e me afastei dos sonoros palavreados dirigidos ferindo a etica e a moral feminina. O pior, é que havia satisfação por parte das atingidas nos descaso dos seus nomes em getos vulgares tidos como normais. Anormal sou eu que ainda empunha o violão sonhando em ver a transformação do ser pelo ser. Meus acordes passeiam pelos trastes companheiros e cumplices da minha estrada em versadas cantigas e ainda sigo. Teimoso... mas ainda sigo.

PROJETO LEVE LIVROS

PROJETO LEVE LIVROS Percorre cidades e sertões, levando cultura, informação e muita literatura. O nopsso povo passa a se interessar mais pelos livros, com o projeto que chega até suas mãos, sem custos para a aquisição de qualquer livro que vai do mais simples(Como receita de bolo) até os classicos como Jorge Amado, Machado de Assis, Eça de Queiróz, Castro Alves e outros tantos mestres que ainda colaboram com seus ssaberes através de cada livro exposto e doado de coração. Faça parte voce também do projeto LEVE LIVROS e colabora para que tenhamos um numero elevadissimo de leitores e consumidores de livros. OP projeto Leve livros, é uma fonte de saber que jorra oportunidade de leitura para um oceano de conhecimento. Para que esse projeto cresça e atinja os objetivos acima citados, precisamos da sua colaboração, com seu envolvimento e com a sua divulgação. Vamos formar um LIVRO POVO? Participe desse maravilhoso projeto que educa, distrai, ensina e culturaliza o nosso povo. Ja passamos por varias cidades com o projeto leve livros: Aporá (Na vila de Itamira) Araci Alagoinhas Barrocão(Distrito de Ribeira do Pombal) Biritinga Camaçari Cipó Delmiro Gouveia(AL) Entre Rios Esplanada Euclides da Cunha Fátima Inhambupe Mata de São João Nova Soure Olindina Paiaiá(Distrito de Nova Soure Paripiranga Piranhas(AL) Poço Redondo(SE) Ribeira do Amparo Ribeira do Pombal Salvador(Rodoviária) Sátiro Dias Serrinha Simão Dias(SE) Tucano( Caldas do Jorro) Uauá
"UM SENTIMENTO CHAMADO SAUDADE" Pedaço de chão batido, Tapete da minha memoria, lembrancas que o tempo não apaga, E só afaga o reviver da historia. Vegetação hoje triste, não mais escuta o cantar, das vidas pequenas que aqui corriam, e viviam felizes à brincar. Um telhado por sobre a Madeira, que range na sua solidão, emitindo um som de tristeza apagou uma chama acesa, ao olhar solitário do chão. Sem papai nem mamãe por aqui, a vida ruiu de repente e o que mais dói, na lágrima sentida, é o preço cruel dessa vida, Que as lembranças, nos cobram da gente. Meu chão meu torrão minha vida Há beleza nesse meu lembrar Das paredes de vara e barro Era ali o viver e o sonhar Não mais tenho terreiro só meu A porteira o tempo acabou A cacimba que a sede matava De Tristeza, sentida secou. Adeus tudo que o nada levou Para longe deixando emoção Revivendo no peito a lembrança Derramando do meu coração. Carlos Silva.