POETA, ESCRITOR, CANTOR, BIOGRAFO

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

CALDAS DE CIPÓ


Um caçador, um cipoal, uma fonte em ebulição no meio da mata, era o anuncio de um novo renascer de progresso nesses sertões guardados por lendas tantas. E assim, eis que surge a Mãe D’agua que hoje a conhecemos como Cipó, mas que em seus registros, chegou a ser utilizado o nome Caldas de Cipó e Caldas do Cipó. Todavia, essa parte deixarei para os historiadores com suas tecnicidades e levantamentos de seus topônimos, que a mim, nesse momento, não me cabe adentrar nessas questões.
A minha narrativa nesse momento, é tão somente para registrar uma das minhas tantas investidas na descoberta da história dessa terra tão receptiva.
Em meio aos escombros fadados ao esquecimento, desprezo e deslealdade administrativa que já se perpetua há tempos, a cidade de Caldas de Cipó, (ou simplesmente Cipó) guarda seus segredos na ânsia de que alguém a redescubra, e lhe dê o afeto que ela merece. Calada quieta e tão solitária nesse seu silencio, espera que os mestres mostrem aos seus alunos e que estes repassem aos seus familiares e a toda sociedade civil e até mesmo ao poder publico, o valor dessas historia que perpetua escondida, mas que sonha ser trazida a tona. São tesouros que retratam essa riqueza que pertence ao povo pela preservação da sua memória quase apagada.
Peregrinando em busca de saberes, garimpando as belezas arquitetônicas da cidade, o destino levou-me ao Balneário. Atravessei o pequeno portão (Mas também dá para pular a mureta vinda pelo rio) que sem proteção ou qualquer tipo de vigilância, que impeça o meu acesso, adentrei. Preocupei-me, pois se uma criança (e menino a gente sabe como é) resolve levado por sua curiosidade explorar aquele local e sofrer algum tipo de acidente, o poder publico será responsabilizado por não ter tomado as precauções de segurança que são exigidas em situações semelhantes.
Passei pela antiga Bilheteria (onde tinha certeza que não haveria ninguém para me cobrar à entrada) rsrsrs e segui adiante.
Passeei os olhos por toda sua extensão, subi e desci lances de escadas comprovando a deplorável situação que se encontra aquela instalação que servira em tempos passados como um espaço de cura.
Do alto, pude admirar as casa de banho, uma arte esquecida por sobre a cobertura das mesmas (10 casinhas) que eram utilizadas para banhos medicinais, dado a composição termal da riqueza das suas águas.
No salão principal, (com espaço onde se vê um palco permanente ali exposto, que deveria ser utilizado para palestras ou até mesmo atividades culturais) notei uns escritos em mármore que faz alusão a uma comissão presidida pelo Cônego José Carneiro e demais membros conforme relacionarei a seguir.
Abaixo desses escritos, tem um espaço como se ali tivesse sido colocada (e isso faz referência na leitura) uma placa de bronze para oficializar essa comissão. Só que infelizmente a placa já não existe mais por ali e o seu paradeiro é ignoto.
 Restaram apenas os dizeres fixados na parede confeccionada em mármore que traz os seguintes dizeres:


Assim entendemos consagrar ad perpetuam rei memoriam, no bronze que é o metal da gloria e da imortalidade o nome do ilustre cirurgião, professor benemérito OLINICO PATRÍCIO, cuja tenacidade e amor das nobres causas deram a Bahia, um moderno sanatório em Caldas do Cipó, elevando ao mesmo tempo a gloria do nosso querido estado”.

Cipó, 23 de julho de 1930.


Presentes a essa comissão, constam os seguintes nomes:
1.     Cônego Jose Carneiro (Presidente da comissão)
2.     Cônego Apio Silva
3.     Dr.Rafael Gordilho
4.     Arthur Lessa
5.     Jose Rodrigues
6.     Juvenal Pinto
7.     Plinio Guerreiro
8.     Amerina Góes
9.     José Sales
10.                       Renato Lisboa
11.                       Fernando Castro
12.                       Aquiles Oliveira
13.                       João Evangelista
14.                       José Nuno
15.                       Dr. Agenor Miranda
16.                       Dr. Vergne de Abreu
17.                       Graciliano Oliveira
18.                       José Honorato
19.                       Luiz Dantas
20.                       Lino da Cruz
21.                       Aloisyo Assis
22.                       Eliseu Nascimento
23.                       Elias Medeiros
24.                       Cassimiro Velloso
25.                       Zeferino Santos
26.                       Petrônio Dantas Fontes

27.                       Flavio Barreto

Mais adiante, falaremos dessa comissão que fora instaurada, e esclareceremos qual a importancia social para a cidade de Cipó, dessas pessoas que aqui estão registradas.


























4 comentários:

  1. Parabéns pela iniciativa do Blog, que possa postar as maravilhas e as mazelas da cidade.

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    1. Temos essa obrigação, para ver se alguém se mobiliza em prol de uma RECONSTRUÇÃO pelo menos da história.
      Obrigado

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  2. Na minha adolescência Caldas de cipó era uma cidade turística onde muitos turístico chamados de banhistas vinham conhecer e se banharem nas águas termais da nossa saudosa Caldas de Cipó ou, Cipó como todos chamam.msis os mais puliticos destruíram a nossa terra.Esoero que venha um homem guerreiro para reerguer nossa cipó

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