QUAL O RUMO?
Eu sou a última embarcação a deriva e tão solitaria seguindo sem bussola, sem carta náutica, e por vezes perdida nos mares que se agigantaram e me mostraram um oceano conturbado em meio as procelas que tive que passar para aprender navegar.
Mesmo a esmo sigo, e não importa o rumo pois as ondas me deixarão numa praia deserta e ali, juntarei o que restou de mim, para quem sabe um dia, ainda possa retornar a flutuar nas águas azuis me deliciando em calmarias ao sopro da brisa suave.
Sim, mesmo sendo essa embarcação que precisará de reparos, ainda posso garantir que estou pronta para singrar os mares dos solitarios marujos, que como eu, sente essa mesma brisa soprante da calmaria ao mirar cada horizonte que surge a frente, como se nao houvesse fim.
É lá, onde o por do sol beija as águas e nestas dá a impressão dele querer mergulhar para se transformar em lua repetindo esse ciclo que ja duram centenas de milhares de anos, ainda a guiar as embarcações que por ali trafegam utilizando essas mesmas águas como se fossem avenidas iluminadas pelo brilho suave da lua guiadora.
Carlos Silva.


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